Arquivos | fevereiro, 2012

Três cores

17 fev

Um coração dividido. Não, não estou apaixonada por outro homem. Estou bem satisfeita com o que tenho em casa. Mas na noite dessa quinta-feira, vi meu coração se dividir entre dois amores.

O primeiro deles me ensinou o que era futebol. Fez mais do que isso: me ensinou a amar esse esporte que domina a minha vida. Foi com ele que eu tive a oportunidade de ir a um estádio de futebol pela primeira vez. E faz tempo. Isso foi antes de eu sair da escola, de dar o primeiro beijo ou de realmente entender o que era futebol. Com ele, vi a minha primeira final de campeonato, meu primeiro acesso e a primeira classificação sofrida. Ele me ensinou algo importante: uma paixão pode até mudar de nome, cidade, mas jamais de cores. São sempre três.

O segundo foi arrebatador. Não tive a mínima chance contra ele. Cresci sabendo que tinha que gostar dele. Minha mãe me ensinou que ele era o melhor, desde pequena. Igual, não havia. Com ele, eu aprendi a ser grande, mas sem deixar de gostar de quem era pequeno. Viajei e conquistei o mundo. Mas o mais importante é que ele também sempre me ensinou que são três as cores do amor no futebol.

Sim, trabalhar como jornalista esportiva acabou fazendo com que aquele amor infantil se tornasse mais ameno. Deixasse de ser tão cego e irracional para se revestir de imparcialidade controlada, analítica e profissional. Mas, lá no fundo, quando vejo aquelas camisas, o amor da garotinha volta à tona.

Três cores: vermelho, preto e branco. São as cores dos meus amores. Paulista de Jundiaí e São Paulo. O primeiro eu cresci amando. O segundo nasceu dentro do meu coração. As duas equipes se enfrentaram ontem, no Morumbi, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Foi difícil. Preferi não assistir à partida. Mas não deixei de acompanhar o “tempo real” pela internet.

Foto: Ari Ferreira

O Paulista faz uma boa campanha na competição. Já chegou a ocupar a liderança do campeonato. O São Paulo também. Com o resultado de hoje, 3 a 1, o Tricolor da capital assumiu a segunda colocação, com 17 pontos. Já o Galo da Japi se manteve na quinta, com 13.

Sinceramente, não consigo desejar a derrota para nenhuma das duas equipes. Mas, nessa quinta, eu preferia que o Paulista tivesse voltado para Jundiaí com os três pontos na bagagem. Era mais importante para eles. Uma boa chance de se aproximar novamente dos líderes.

Claro que não fiquei insatisfeita com o resultado. Não teria como ficar. O ideal mesmo seria um empate.

No final das contas, é sempre bom ver os meus dois amores juntos. Ver essa mistura de tricolores. É bonito e faz bem aos olhos. Mas não me pergunte para quem eu torci. Esse é um segredo que não revelo a ninguém…

Foto: Wagner Carmo / Vipcomm

Só a critério de curiosidade: com os três gols que marcou na partida de hoje, Willian José se tornou o artilheiro do Estadual, com sete gols. O curioso é que ele está empatado com o atacante Hernane, do Mogi Mirim, que jogou no Paulista e era do São Paulo até o ano passado.

Linha do Tempo do Majestoso

13 fev

Meiões vestidos, saltos devidamente calçados. Eis que entro em campo oficialmente pelo Salto na Bola. Vamos nessa!

Meu primeiro texto tem a ver com algo MAJESTOSO. E não. Não é sobre o estádio da Ponte Preta, a Macaquinha da minha querida cidade de Campinas. O Majestoso a que me refiro tem a ver com tradição e rivalidade. Tem a ver com Campeonato Paulista. Tem a ver com o belíssimo Paulo Machado de Carvalho (ah, que saudade querido!), e também com o não menos belo Cícero Pompeu de Toledo. Esses caras adoram o Majestoso!!! Já sabe do que eu estou falando, né? Não?! Ok. Vamos clarear as idéias e apertar o “stop” nas gracinhas desta que vos escreve. É nervosismo de estréia, gente! (rs)

Bom, agora o momento é de objetividade. Até porque o papo é sério…ou nem tanto assim, vai. Ou, é?! Tá, tá. Tá bom (objetiva, Marcela… OBJETIVA!). Vamos falar de FUTEBOL. Sim. Eu bem tentei, mas não consegui fugir da minha grande paixão para começar a postar meus textos aqui no Salto. E nada melhor que iniciar falando do clássico mais Majestoso do país: Corinthians x São Paulo. Pronto. Desvendado o mistério. Toda essa firula, com grandes pitadas de enrolação, é só para expor algumas perguntas que eu mesma me fiz durante o clássico entre alvinegros e tricolores que rolou neste domingo. Foi o primeiro de 2012, e o Timão venceu por 1 a 0, gol de Danilo, aos 21 da primeira etapa. Para quem já sabia, foi bom reforçar. E para quem não sabia, melhor ainda, que a notícia veio fresquinha.

Voltando às perguntas que invadiram minha mente, dividirei-as entre primeiro e segundo tempo. Esse foi o jeito que encontrei de compartilhar, de uma maneira não convencional, o que achei da partida.

Eis a minha Linha do Tempo do Majestoso:

1º tempo

“O São Paulo esqueceu de tomar maracujina?”

“ Gostaria de entender: qual a dificuldade do Júlio César em fazer defesa FÁCIL?”

“Chuva de água e cartões amarelos?!”

“O Corinthians fazendo belas jogadas?!”

“O Jorge Henrique de 2008/2009 voltou?”

“O Danilo fez o gol?! Mais um em clássico?!”

“O Lucas é a única válvula de escape do São Paulo?!”

“Aquele Jadson, que pintaram como excelente jogador, está realmente em campo?”

“ Será que o Dênis não pode dar umas aulinhas para o Júlio César?”

“ O São Paulo tem o Cortez, mas ele tá jogando meio escondido, não?”

“Agora o São Paulo empatou? Não?! O Ralf salvou?!”

“Xi, pênalti para o São Paulo? E quem vai bater? Vai o Lucas?! Vai o Jadson?! O Jadson?!”

“ Perdeu o pênalti?! Chutou para fora?! COMO?! “

 

2º tempo

“O Corinthians, para variar, voltou morto?”

“O Júlio César pegou essa bola? Quando é difícil, ele pega, não? É quem nem dizem: oito ou oitenta, né?”

“Três substituições de uma vez só? O Leão pirou?! Bom, vai tirar o João Filipe, Jadson e quem mais?”

“Por quê o Casemiro? Não tirou o João Filipe?!”

“Expulsou o João Filipe? Tava na cara, né?! “

“O Leão dormiu?! Ele não tava vendo que o João Filipe tava batendo o tempo inteiro e que já tinha levado amarelo?”

“A torcida tá aplaudindo o Danilo?!”

“O Douglas tá perdidão em campo, né?”

“Até quando esses chutões horrorosos?”

“ Cadê o Rogério Ceni para bater essas faltas?”

“Esse juiz é dos menos piores do Paulistão, né?”

“Falta quanto para acabar o jogo?!”

“Acabou?”

“O FREGUÊS VOLTOU?”

Por hoje, é só. Tô descendo do salto!

Um novo ídolo chamado Marcos?

12 fev marcos-assuncao-comemora-gol-que-marcou-contra-o-goias-pelo-palmeiras-nas-semifinais-da-copa-sul-americana-1290043286601_615x300

“Eu te amo, Marcos Assunção!”, diz um torcedor, após mais um cruzamento preciso do camisa 20. “Artur, dá um beijo no Assunção”, completa um amigo dele. Essas foram apenas duas das muitas frases que ouvi no Pacaembu ontem, na vitória do Palmeiras sobre o Ituano, por 3 a 0, pela sétima rodada do Paulistão.

O carinho da torcida pelo volante pôde ser visto antes mesmo de ele estar no gramado. Quando o placar eletrônico anunciou os jogadores do Palmeiras, os mais de 11 mil torcedores gritaram e aplaudiram efusivamente o nome do jogador.

Assunção participou de dois dos três gols de seu time. O primeiro foi de Patrik. No segundo, Assunção cobrou falta na cabeça de Barcos, que marcou seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras. O último gol do jogo também veio dos pés do volante. Após a cobrança de escanteio, Artur cabeceou para fechar o placar. Com as duas assistências de ontem, Assunção completou seis em 2012. Além disso, marcou três dos 15 gols do Verdão no ano.

Os palmeirenses mais jovens, ou que tenham acompanhado o Verdão apenas nos últimos anos, não têm muito como escapar da legião de admiradores do volante. Recentemente, em um treino do Palmeiras, vi um exemplo do que afirmo acima. Um garotinho de cerca de 7 anos foi com sua avó conhecer a Academia de Futebol e colecionar autógrafos. Então, um repórter o parou, e questionou: “qual é jogador que você mais gostaria de ver?” Marcos havia anunciado sua aposentadoria um dia antes. A resposta parecia óbvia. Para minha surpresa – e a de todos que acompanharam a cena – o garoto respondeu imediatamente: “Marcos Assunção.” Era um sinal.

Com a aposentadoria do Marcos no início do ano, o palmeirense se viu carente de alguém dentro de campo para confiar. Valdivia? Luan? Cicinho? A posição não ficou vaga por muito tempo. Depois de te sido a salvação da equipe no ano passado, o volante começou 2012 em ótima forma. Quem acompanha o jogo no estádio mal consegue acreditar que o número 20 já tenha 35 anos. Está correndo e até roubando bolas.

A comprovação de que ele é mesmo “o cara” do time, como muitos torcedores ao meu redor o definiram, foi o momento de sua substituição. Nos minutos finais da partida, Assunção deu lugar a Pedro Carmona. Foi aplaudido de pé por todo o estádio. Posso dizer, com toda a certeza, que até por alguns espectadores que não eram palmeirenses.

O exigente Felipão, em sua coletiva após o jogo, pareceu concordar comigo:

“Por todo o ano passado do Marcos Assunção e pelo o início do ano, acredito que a torcida possa ter outro Marcos como ídolo. Ele vem se portando de forma impecável em todos os fundamentos do jogo e ainda mais na bola parada”, disse.

Impecável: essa é a melhor definição para o volante. Não ouvi uma só reclamação, por menor que fosse, sobre ele na torcida. Aliás, se ele pudesse ouvir o que diziam dele nas arquibancadas, tenho certeza de que voltaria pra casa realizado.

Com todos os elogios, aplausos e até declarações de amor, Marcos Assunção continua humilde:

“Não sou ídolo do Palmeiras porque nunca ganhei nada com o time, então sou apenas mais um jogador. Eu quero é conquistar um título aqui”.

É só o que falta mesmo para que ele se torne um dos grandes ídolos da história do alviverde.

Parabéns Fã Clube Vôlei Medley/Campinas

11 fev Fãs - A cara da Medley

Saudações a todos meus queridos leitores!

Hoje é dia de vôlei, mais uma vez! Vou falar em especial de duas meninas que estão fazendo um trabalho muito bacana! A Verônica Capelatto Munhoz, de 14 anos e a Júlia Prado Cardoso, de 15 anos. Sabem o que elas têm em comum? Além de uma amizade que já dura 10 anos, são apaixonadas pelo time de vôlei da Medley/Campinas.

Esse amor foi tão longe, que hoje, o Fã Clube Medley, fundado pelas amigas, está completando um ano de vida! Se tratando de um time relativamente novo – cerca de dois anos de existência – os atletas já podem se sentir amparados pela torcida que cresce cada vez mais na cidade.

O FC nasceu dia 11 de fevereiro de 2011, com o intuito de passar informações para todos os torcedores da Medley/Campinas, unindo a torcida ao time. “Não fizemos ele para ganharmos fama ou algo do tipo, nem sonharíamos que um dia chegaríamos aonde chegamos hoje”, é o que conta Júlia.

Júlia e Verônica ao lado de Maurício Lima

As meninas contam com o apoio do bicampeão olímpico Maurício Lima, diretor do time. “Ele nos apoiou bastante. No início fizemos um twitter, e os jogadores começaram a interagir com a gente. Mas como as notícias eram grandes, resolvemos criar nosso próprio site”, comenta Verônica.

O site é repleto de coisas bacanas! No Espaço do Fã são publicadas as fotos e vídeos dos torcedores com jogadores. Já o Fã do Mês é onde as meninas escolhem o fã que melhor soube expressar seu amor pelo time através de uma frase e uma foto, que ficam publicadas no site.

O Diário de uma Medelete é produzido pelas próprias idealizadoras. “Nós relatamos as loucuras que fazemos pela Medley. As fotos ‘paparazzi’ que tiramos quando encontramos jogadores fora de quadra, ou quando vamos em um evento que os jogadores estão. Fazemos o possível e o impossível para darmos todas as informações sobre eles. Conseguimos até tirar foto da medalha de prata que eles ganharam no campeonato passado”, diz Júlia.

O FC também faz diversas promoções. “Já fizemos uma em que o vencedor ganhava uma camiseta do Fã Clube e um cartão autografado pelo seu jogador preferido da Medley. Agora estamos planejando uma promoção nova, que será uma surpresa para os torcedores. Podemos dizer que o prêmio será muito bom!”, conta Verônica.

Fãs - A cara da Medley

Além do site, o FC está presente no Facebook. A rede social foi muito bem aceita pela torcida campineira, e cresceu muito com o apoio dos jogadores. “Foi um sucesso. Não esperávamos que a Medley fosse nos seguir, que nós faríamos matérias e fotos deles. Com todo o apoio dessa torcida maravilhosa, pudemos realizar um projeto nosso: Projeto #OrgulhoMedley. Os medleymaníacos enviaram vídeos, fotos e frases de incentivo, e produzimos um vídeo homenagem aos jogadores”, diz Júlia.

“Foi tudo muito bom o que passamos esse ano, e tudo graças à torcida que sempre nos acompanhou, comentando as notícias, torcendo junto. Além dos jogadores que sempre foram muito legais, fazendo nós, do Fã Clube, termos orgulho do que temos. E agora vamos completar um ano de muitos que ainda virão!”, finaliza.

Diante de tantas histórias tristes envolvendo o esporte, essa iniciativa da torcida de Campinas pode e deve ser levada como exemplo para todos os tipos de modalidades e fãs do mundo.

Nós, do Salto na Bola desejamos que muitas histórias possam ser contadas através de vocês, fãs. Este post é um pequeno e singelo presente que queremos entregar. Vocês merecem! Parabéns!

Quer conferir de perto o Fã Clube da Medley? Então está fácil. É só clicar nos links abaixo e ficar de olho nas novidades e promoções dessa turminha campeã!

Site Fã Clube Vôlei Medley Campinas

Facebook – FC Vôlei Medley

Twitter – Medley-Campinas

Projeto #OrgulhoMedley

Voltar vale a pena? Para quem?

8 fev

Para dar início aos meus posts por aqui, resolvi falar sobre o assunto que mais gosto: o futebol.

No mundo da bola, o assunto dos últimos dias foi a probabilidade de o atacante Nilmar, do Villarreal-ESP, reforçar o São Paulo. A diretoria diz que está difícil. Mas vejo a novela se arrastando um pouco mais, ainda.

Desde que Ronaldo Fenômeno voltou para jogar no Corinthians, em 2008, essa prática de os jogadores retornarem da Europa para jogar no Brasil tem se tornado mais comum. Mas nem todos conseguiram sucesso. Alguns não desempenharam um bom futebol. Outros sofreram lesões. Houve ainda quem se envolvesse em confusões extracampo.

Um desses casos é o do atacante Adriano. Na sua primeira volta ao Brasil, em 2008, ele teve uma boa passagem pelo São Paulo: marcou 17 vezes em 28 partidas e não se envolveu em nenhum escândalo público. Retornou à Internaziole, onde teve seu primeiro grande surto. Em abril de 2009, abandonou os treinos e retornou ao Brasil, sem autorização do clube. Seu sumiço causou diversas especulações, até mesmo de que teria morrido. No fim, estava vivo e na favela da Vila Cruzeiro com seus familiares.

Depois do episódio, Adriano anunciou que pretendia parar de jogar por tempo indeterminado. Mas, ao contrário do que afirmara, assinou com o Flamengo, em maio. No Rio, a maré de coisas ruins parecia ter passado: conquistou o Brasileirão em 2009 e foi o artilheiro do campeonato, com 19 gols. No ano seguinte, fez sucesso ao lado de Vagner Love com o “Império do Amor”. Porém, a partir daí, uma sucessão de polêmicas tomou conta da vida e da carreira do atacante: problemas com a noiva – que ele chegou até mandar a amarrar em uma árvore -, problemas com álcool, envolvimento com traficantes de drogas e até fotos portando armas de fogo – que foram parar na imprensa. Após tudo isso, retornou à Itália, para jogar na Roma. Em março de 2011, seu contrato foi rescindido..

De volta ao Brasil, assinou com o Corinthians. Quando chegou, precisou entrar em forma e depois sofreu um rompimento no tendão de Aquiles. Estreou em outubro, mas para a sua sorte não passou o ano em branco: marcou o gol da vitória sobre o Atlético-MG – em novembro – que garantiu o título do Brasileirão para o clube paulista. No fim de 2011, a última confusão: na véspera de Natal, uma garota foi baleada na mão dentro do carro do jogador. Ufa! Quanta confusão para um só jogador.

Outro que também vem se envolvendo em polêmicas é o meia Ronaldinho Gaúcho, do Flamengo. Depois de passagens por Barcelona e Milan, o craque resolveu retornar ao Brasil no ano passado. A negociação não foi nada fácil, além de muito polêmica. Depois de um leilão feito por seu irmão e empresário Assis, que envolveu Grêmio, Palmeiras e Flamengo, o meia assinou com o clube carioca.

A trajetória de Gaúcho após o seu retorno é um pouco menos complicada que a de Adriano. Com a camisa do Flamengo, o meia conquistou a torcida e o Campeonato Carioca de 2011. Foi só a partir do final do ano passado que ele começou a se envolver em polêmicas. Primeiro, teve divulgado um vídeo em que estava nu e fazendo intimidades na webcam. Depois, iniciou uma disputa com o treinador Vanderlei Luxemburgo – que acabou de ser demitido. Existem diversas versões sobre a causa dessa briga. Uns dizem que Luxa o surpreendeu com mulheres na concentração. Outros dizem que ele se cansou das regalias concedidas ao meia.

Outro atleta que se envolveu com problemas em baladas e com mulheres, foi o meia Valdivia do Palmeiras. Apesar de não ser brasileiro, ele se tornou um dos grandes ídolos do Verdão na sua primeira passagem entre 2006 e 2008. Em julho de 2010, o chileno voltou a usar as cores do clube paulista. Sua segunda passagem decepciona a torcida, pelo menos até o momento. Seus números em 2011 são a prova disso. Valdivia esteve presente em apenas 28 partidas – de um total de 69 -, marcando quatro gols. Primeiro, teve problemas com o treinador Felipão. Depois, lesões que o afastaram dos gramados. Além disso, também teve problemas com um fotógrafo que o flagrou com outra mulher em uma festa, em São Paulo. Em 2012, ao menos, o Mago começou dando esperanças aos torcedores. Em suas primeiras partidas, apresentou um bom futebol.

Dos últimos craques que retornaram ao Brasil, o único que não se envolveu em polêmicas – pelo menos por enquanto – foi o atacante Luís Fabiano, do São Paulo. Mas, ele também não correspondeu às expectativas dos torcedores do Tricolor. Assinou com o clube em março de 2011, por R$ 17,5 milhões. Antes mesmo de estrear, porém, sofreu com lesões no joelho e só jogou em outubro. Fora de forma, não apresentou o futebol que estávamos acostumados a ver. Em 2012, o atacante promete dar a volta por cima. Mas Fabuloso já sofreu nova lesão. Dessa vez, o problema foi um estiramento na coxa direita. Ele só deve voltar a jogar no meio de fevereiro.

Quatro casos que poderiam ter dado muito certo e não deram, seja por lesões ou polêmicas. Esse histórico preocupa o torcedor do São Paulo no caso Nilmar. Apesar de ser o que podemos considerar um “bom garoto”, que não se envolve em confusões, o atacante tem um histórico bem grande de lesões. O próprio Leão, treinador do Tricolor, já falou sobre o assunto, em entrevista  coletiva.

Voltar para Brasil após conquistar sucesso lá fora pode ser uma ótima ideia para os grandes craques do futebol. Afinal, é aqui que estão os torcedores que os fizeram ser tão grandes. Mas, pelo que podemos ver, pode também ser uma experiência meio complicada. Será que Nilmar, se vier, conseguirá fugir das “maldições” e jogar todo o futebol que conhecemos?

E aí Nilmar?

SEJAM BEM-VINDOS!

6 fev

Todos estão apostos? Posicionados? Prontos para dar o pontapé inicial? Apita o juíz. O Salto na Bola está no ar!

Torcedor é uma figura incrível! Aguenta calor, chuva, vendaval, qualquer tipo de situação para estar perto dos seus ídolos, acompanhar os lances, gritar, chorar, rir, sentir-se estasiado com os momentos de glória! E eu estou falando de todo tipo de torcedor. Aquele que é fanático pelo seu time de futebol, que acompanha jogo a jogo, e que de todos os meses do ano, o mais longo é aquele em que seu time está fora de campo, de férias! Também existe torcedor que sofre calado. Que fica de mal humor e demora uma semana para “esquecer” do trágico resultado do fim de semana, mas quando percebe, já se depara com mais uma rodada do campeonato. Mais emoção vindo pela frente!

Para exemplificar toda essa teoria, não vou falar da torcida mais conhecida do país: a do futebol. Fui conferir um time de volei profissional aqui de Campinas. O Medley/Campinas, time que nasceu em 2010, é dirigido pelo ex-levantador da seleção brasileira, Maurício Lima, e já está cativando uma torcida fiel e enérgica.

A “Sempre Medley” é a primeira torcida organizada do time campineiro. Criada por um grupo de 11 pessoas, que se conheceram no fim de 2011 em um dos jogos do time, a trupe já tem camiseta própria, acompanha o elenco nos jogos dentro e fora de casa, participa dos treinos e até presenteia os atletas com um bolo de aniversário no final de cada mês.

“Nosso objetivo é presentear os jogadores. Nós amamos esse time! Queremos torcer sadiamente”, é o pensamento de uma das idealizadoras, Roseli Teixeira.

O nome da torcida é sugestivo:  ”Sempre Medley”, na vitória ou na derrota, na alegria ou na tristeza.

No começo deste ano, a torcida tem marcado presença em todos os jogos que acontecem no Ginásio do Taquaral, em Campinas. E a sua manifestação é de arrepiar! Quando o time começa bem o set, ela grita e marca presença. Se o elenco se mostra frágil ou cansado, lá está ela para cantar forte, fazer barulho e levantar o mais exausto de todos eles.

Mas a situação mais incrível é quando os jogadores estão perdendo e lutando para virar o set. A torcida infla! É um se apoiando no outro. Imagina um ginásio com mais de 2.500 pessoas de pé, gritando o nome do time, fazendo muito barulho, e jogando junto com o time?  É sensacional!

“Nossa torcida é família, é alegria. Os atletas tem nos apoiado demais, acreditado muito na nossa torcida. Eles já nos tratam de uma maneira mais próxima, pessoalmente e nas redes sociais também”. Quem deu esse depoimento quer ser chamada de Rose Medley. O time é como se fosse sua segunda pele, e claro, seu sobrenome!

Seja no vôlei, tênis ou basquete, amador, profissional ou com os amigos, torcer é um ato de amor, de entrega e de merecimento. Porque para nós, torcedores, nosso time é o melhor time de todos. E é por isso que torcemos!

É com esse tom descontraído e dinâmico que queremos presentear você, torcedor, com nosso primeiro post.

Sejam bem-vindos!